terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rascunho

Cruela cruel,
Metade mulher, metade máscara. Que de tanto já lhe tomou, agora faz parte e pode ser metade monstro.
Sem ametistas cravejadas, ficou assim porque quis, porque cansou.
"É mais fácil ser monstro e não sentir."
Seus olhos negros, sem brilho, como um céu noturno de uma cidade em caos. Penetram, enganam, parecem simples mas são de espinho.
Os cabelos em fogo para dar pistas. Ela não ataca sem avisar. E ataca quem quer ser atacado.
Envolve suas presas em discurso simples, sem delongas. Afinal, não temem e aí que pecam.
Ornamentando risos tolos, fazendo acreditar no que ela quer que acredite. É maior que você e você nem se dá conta.
E quando der estará perdido, iludido ou longe.
Cruela cruel, 
A menina que se tornou rocha e nem percebeu. Presa ao que achava ser defesa e agora se faz sangue, e agora se faz pacto, e agora se faz veneno...






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